Autoridades políticas e jurídicas se unem pela criação da 3ª Vara na comarca de Amambai

por Bruno — publicado 06/10/2017 09h04, última modificação 06/10/2017 09h04

O presidente da 10ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Amambai, Rodrigo Otaño Simões, acompanhado dos demais integrantes da entidade, se reuniu com autoridades políticas e militares da cidade, em uma Audiência Pública em prol da solicitação da criação da 3ª Vara na Comarca de Amambai.

Reunidos no Plenário da Câmara Municipal, na noite da última terça-feira, dia 03, a solenidade contou com a participação de vários vereadores que, conhecedores da importância desse projeto, demonstraram total apoio à causa judiciária. Participaram do evento, além do presidente da Casa de Leis, Carlinhos, os vereadores Darci José, Janete Córdoba, Roberto Dias, Ilzo Victor, Humberto Hasegawa e Dilmar Berviam.

Representantes da categoria dos advogados de Amambai discursaram e apresentaram a todos, os motivos pelo qual a criação da 3ª Vara é imprescindível para o bom andamento jurídico dos processos apresentados no Fórum da cidade.

Abrangendo outros municípios do Cone Sul do Estado, na comarca amambaiense tramitam cerca de 18 mil processos divididos em apenas dois juízes, o que além de sobrecarregar os magistrados, acaba aumentando a lentidão no julgamento e sentenciamento dos processos que, em sua grande maioria, são referentes ao grande volume de apreensões de drogas em nossa região.

Em seu discurso, o presidente da OAB em Amambai Rodrigo Simões relatou que "Nós vivemos em uma cidade que é reconhecida em todo o território nacional como a maior rota de tráfico de drogas, a Comarca de Amambai registra quase que diariamente prisões por tráfico ou por receptação, ou seja, indivíduos que são presos com carros roubados em várias regiões do Brasil, trazendo os veículos para a região de fronteira com o Paraguai, quase sempre para alimentar o próprio esquema do narcotráfico, já que esses carros em sua maioria chegam ao Paraguai, são carregados com drogas, sobretudo maconha e retornam para o Brasil, e todas essas infrações são registrados e julgados na comarca amambaiense, isso se tornou insustentável", comentou Rodrigo Simões.

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